Uma reflexão sobre as eleições

Por: Giovana Calhau

Eu não conheço os corações de nenhum candidato, pois eu mesma venho buscando conhecer o meu próprio coração.

Conheço as palavras que proferem sobre mulheres, homens, crianças, trabalho, dignidade das pessoas, oportunidades de viver melhor e, principalmente, sobre a Natureza, a Terra, os povos originários, os povos afrodescendentes e a diversidade dos seres humanos.

Eu não concebo válido o recurso que agride, invalida ou anula qualquer partido ou pessoa que o represente, na tentativa de aniquilá-los.

Todos nós buscamos, de alguma forma, encontrar a nós mesmos e compreender nosso propósito no mundo.

Candidatos e ocupantes de cargos políticos também vivem nesta condição.

Há algo que precisa ser integrado nas pessoas: “Não existe benefício individual quando, para alcançá-lo, fere-se o coletivo.”

Cada um de nós é parte dessa coletividade. E quando alguém é privado de dignidade, alimento, liberdade, segurança ou cuidado, isso também nos envolve.

Quando a Natureza é ferida, ferimos a nós mesmos, porque não estamos separados dela.

Perceba:
“O Povo É e sempre será soberano”.

O poder soberano do povo brasileiro está estabelecido no parágrafo único do artigo 1º da Constituição Federal de 1988, que determina que todo o poder emana do povo, o qual o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente.

Como funciona a soberania popular

  • Titularidade: O povo é o detentor supremo de todo o poder do Estado.
  • Democracia Representativa: O povo escolhe seus representantes (como presidentes, governadores, prefeitos e parlamentares) por meio de eleições.

Agora, Veja o que verdadeiramente sustenta este arcabouço legislativo.

Nada é aleatório ou por acaso.

Exerça a vossa soberania com “consciência “…

A escolha deve ser consciente e coerente com aquilo que desejamos ver no mundo.

Que não seja movido pelo ódio, pelo medo ou pelo desejo de destruir aquele que pensa diferente.

Que o voto seja sempre consciente, mas que a consciência não seja delegada a ninguém.

Não precisamos pensar da mesma forma.

Precisamos compreender que a liberdade de um não pode depender da supressão da liberdade do outro.

Um governo sem paz não pode propagar paz.

Um povo enfurecido não elege um governo diferente do seu estado de espírito.

Que possamos cuidar daquilo que pertence a todos.

A Vida.

A Natureza.

A liberdade de existir.

O voto é secreto, mas os valores não devem ser..

A paz em uma nação só tem voz quando emana do coração de seu povo.

Esta é a nossa responsabilidade!

Avante!

Com amor,

Aho!