Investigações apontam que abusos ocorriam no distrito de Senhora do Carmo; vítimas têm entre 13 e 21 anos

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) cumpriu, na manhã desta quarta-feira (17), um mandado de prisão preventiva contra um homem de 34 anos. Ele é investigado por suspeita de cometer uma série de crimes sexuais contra cinco vítimas pertencentes ao seu próprio núcleo familiar.
As apurações indicam que os delitos eram praticados no distrito de Senhora do Carmo, localizado na zona rural de Itabira. De acordo com o inquérito policial, as vítimas identificadas possuem, atualmente, as idades de 13, 15, 16, 18 e 21 anos.
O trabalho investigativo foi iniciado após o registro de um boletim de ocorrência no final de abril deste ano. O caso foi desencadeado por um episódio em que o investigado, ao oferecer carona a uma prima, teria exposto o órgão genital. A jovem desembarcou do veículo para fugir da abordagem e relatou o ocorrido aos familiares.
O relato inicial gerou um conflito no ambiente familiar e encorajou outras jovens do mesmo círculo a romperem o silêncio. Elas formaram uma rede de apoio por meio de um aplicativo de mensagens, onde compartilharam relatos de abusos que vinham sofrendo desde o ano de 2021.
As investigações revelaram que o suspeito apresentava um padrão de conduta serial. Ele se aproveitava do livre acesso às residências e da relação de confiança estabelecida para cometer as violências, frequentemente abordando as vítimas em momentos de repouso ou enquanto elas cuidavam de crianças.
A prisão preventiva foi efetuada pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Itabira. O investigado deverá responder pelos crimes de estupro de vulnerável e importunação sexual, conforme os artigos 217-A e 215-A do Código Penal Brasileiro.
O delegado responsável pelo caso, João Martins Teixeira, afirmou que a prisão é uma resposta necessária diante da gravidade e reiteração dos fatos. Segundo a autoridade policial, a ação visa interromper ciclos de violência intrafamiliar e garantir a proteção imediata das vítimas.
Após os procedimentos de praxe, o homem foi encaminhado ao sistema prisional. Ele permanece à disposição do Poder Judiciário enquanto o processo segue os trâmites legais.





