O número de brigadistas federais para combate a incêndios florestais subiu para 4.660, informou o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho. Ele apresentou nesta quarta-feira as ações do governo para prevenção e controle do fogo para 2026. Os brigadistas estarão distribuídos em 246 brigadas que vão ficar nas áreas de maior risco. Metade dos profissionais são indígenas e cerca de 10% são quilombolas, segundo o presidente do Ibama:
“Isso é muito importante porque são pessoas que conhecem o território, são pessoas que estão acostumadas a andar no ambiente florestal, e isso dá para nós um ganho de trabalho profissional muito grande, né? A gente tem brigadas especializadas, brigadas pronto emprego que ficam o ano todo à disposição para os eventuais acidentes e brigadas que atuam regionalmente”, disse.
O presidente do Ibama ainda mencionou a disponibilidade de 18 helicópteros, 14 aviões, 89 embarcações, 973 caminhões e 408 veículos especializados nesse tipo de operação. Um desafio para o segundo semestre é a ocorrência do fenômeno El Niño, que pode aumentar as ondas de calor e reduzir as chuvas e assim criar maior risco para incêndios. E o segundo semestre também tem eleições. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse que espera que o tema ambiental se torne pauta do debate:
“Mas eu espero que vire um tema nacional sim, independente de ter incêndio e de não ter incêndio. Eu espero que o problema da mudança do clima, da emergência climática, de tudo que isso acarreta do ponto de vista de perdas econômicas, de vida humana e de perspectiva em relação ao futuro se transforme num debate nacional”, afirmou.
Segundo os dados apresentados, o Brasil teve uma redução de 39% nas áreas queimadas em 2025 em relação à média dos últimos oito anos.
Fonte: Agência Brasil







